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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Ceres - A nova Empresa de Biotecnologia de Alimentos

Equipe da empresa de Biotecnologia de Alimentos“Ceres”.
Foto: Laboratório de Bioquímica.

A Profa. Dra. Valéria Marta Gomes do Nascimento, do Departamento de Ciências Biológicas, e docente das disciplinas de Bioquímica de Alimentos e Biotecnologia de Alimentos, do curso de Engenharia Biotecnológica da FCLA-Unesp, propôs uma nova dinâmica didática , a criação de uma empresa de Biotecnologia de Alimentos fictícia, cujas atividades serão desenvolvidas pelos alunos matriculados nas disciplinas.

O objetivo desta Empresa de Biotecnologia de Alimentos é motivar os alunos através do desenvolvimento de produtos alimentícios ou matérias primas utilizando biotecnologia, mas não só como atividade didática, mas explorando o potencial real de mercado.

Em 03 de setembro de 2019 foi escolhido o nome da empresa, através de concurso, sendo os nomes concorrentes propostos pelos alunos do 3°ano, matriculados na disciplina de Bioquímica de Alimentos, e os votantes, os alunos do 1° e 2° anos do curso de Engenharia Biotecnológica.

Isadora Maria da Silva Santos (imagem cedida pela mesma)
O nome ganhador, “Ceres”, foi proposto pela aluna Isadora Maria da Silva Santos. A proposta da aluna foi baseada em, Ceres, deusa da agricultura e fertilidade, sendo associada a exuberância da vegetação e colheitas fartas.  As palavras cereal e cerveja são derivadas do nome Ceres, sendo que cerveja em latim é grafada Cerevisiae, palavra que hoje compõe o nome científico da levedura utilizada na produção de bebidas alcoólicas fermentadas, Saccharomyces cerevisiae.

O Blog deseja boa sorte a empresa e parabéns a Isadora Maria pela criatividade.


Cartão de visita da Ceres.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Postagem 1000!!!

É com grande alegria que o Blog do Departamento de Ciências Biológicas chega a postagem 1000.

A primeira postagem do Blog ocorreu no dia 27 de janeiro de 2014, desde então já se foram mais de  210.000 visualizações, no mês passado foram 1.966.

As postagens mais visualizadas são as de oportunidades, como os estágios. E a página mais visitada é a da Pós-Graduação.

Além do Brasil, temos leitores dos mais diversos países, como, Estados Unidos, Israel, Alemanha, Ucrânia, Rússia, França, Hong Kong, China, Índia, entre outros.

As coordenadoras Dra. Juliana de Oliveira e Profa. Dra. Karina Alves de Toledo são só alegria com este projeto e parceria.

Juliana:

“O Blog é uma ação extensionista que teve início em 2013. A Karina me fez a proposta de criarmos e montarmos um Blog do Departamento de Ciências Biológicas, com a ideia de fazermos postagens sobre o dia a dia do Departamento de Ciências Biológicas da FCLA-Unesp, bem como sobre os cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Biotecnológica e da Pós-Graduação em Biociências, na qual nossos docentes ministram aulas e orientam trabalhos. Passamos o ano de 2013 preparando o projeto,o Blog e a equipe. Quase 7 anos depois, 1000 postagens e 13 participantes na equipe, entre membros e não-membros, vejo que este é um projeto muito importante que traz visibilidade para nosso Departamento e na qual tenho muito carinho”.

"Só tenho a agradecer a todos que participaram da equipe do Blog, Ariel Elesbão Mendonça, Bárbara Liene Ichisato, Caio Henrique Nespolo da Silva, Cintia Marcelo de Oliveira, Isabella Rodrigues Barbi, Jaqueline Orlando, Karina Alves de Toledo, Letícia Hiromi Kubo, Maristela de Oliveira dos Santos, Natália Hurtado, Priscila Marques da Paz e Vinicius Ribeiro Delbone. Bem como a todos os leitores, pois são as pessoas que nos fazem continuar e a melhorar o projeto."

Karina:

"Como complementação daquilo que já foi dito acima pela professora Juliana, o Blog já foi um projeto de extensão e agora se caracteriza como uma atividade extensionista mas que, desde sempre, foi feito com amor e união entre os membros. A cada equipe uma renovação de ideias e de energia. Percebemos ao longo destes quase 7 anos que o envolvimento em atividades "extraclasse" são muito salutares, além de nos trazer conhecimentos atualizados à respeito do funcionamento da Universidade, da dinâmica dos cursos e das necessidades que o mercado de trabalho coloca. Obrigada à professora Juliana por abraçar a proposta e obrigada a cada um dos membros e ex-membros pela dedicação."

"Aproveito a oportunidade para convidar a todos a curtir e acompanhar o recém criado perfil do Blog no Instagram (@blogcbi). Vocês poderão ganhar camisetas do Blog e se atualizar sobre nossas postagens e rotina". 

Fotos do acervo do Blog.


Equipe original do Blog, comemoração de final de ano 2014.
Da esquerda para direita: Jaqueline, Karina, Juliana, Pricila e Natália.

Equipe de 2015 do Blog, amigo secreto.
Da esquerda para direita: Karina, Jaqueline, Juliana, Maristela, Letícia, Priscila e Cíntia.

Equipe de 2016 do Blog, amigo secreto.
Da esquerda para direita: Letícia, Maristela, Bárbara, Jaqueline, Juliana e Pricila.

Equipe de 2017 do Blog, comemoração de final de ano. Do fundo para frete e da esquerda para direita:
Juliana, Maristela, Bárbara, Letícia, Karina, Cíntia e Isabella.

Equipe de 2018 do Blog, happy hour.Da esquerda para direita: Isabella, Juliana, Ariel e Karina.

Equipe de 2019 do Blog, reunião de pauta.Da esquerda para direita: Isabella, Ariel, Caio, e Juliana.

Que venham mais 1000 postagens!!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

A mais nova livre docente do Departamento de Ciências Biológicas

O Departamento de Ciências Biológicas conta com mais um livre docente na sua equipe. Nos dias 30 e 31 de julho deste ano, a professora Karina Alves de Toledo, foi aprovada em seu concurso público para livre docente na disciplina de Imunologia. Ela é bióloga, formada na Unesp de São José do Rio Preto, pós-graduada na área de imunologia pela USP de Ribeirão Preto e nossa professora há 8 anos (currículo lattes).
Segundo as normas da UNESP, “a obtenção do título de livre-docente pela Unesp pressupõe maturidade acadêmica conquistada após a obtenção do título de Doutor, especialmente mediante atividades de ensino na graduação e pós-graduação stricto sensu, recomendado pela Capes, de pesquisa e de extensão”. O concurso é composto por uma prova escrita, uma prova didática, análise de currículo e entrevista sobre o memorial do candidato. Para aprovação, o candidato deve obter nota final igual ou maior que 7.0, a qual é atribuída por uma banca de cinco professores, todos com título de livre docente. Na página da UNESP você encontra todas as informações de quem pode se inscrever para este tipo de concurso. 
Em conversa com a professora Karina, ela nos contou que a preparação para o concurso se inicia meses antes com a organização de documentos, escrita do memorial e do texto que sistematiza suas publicações. O conteúdo referente ao concurso deve ser estudado e re-estudado. As aulas devem ser organizadas e revisadas. Segundo ela, a realização do concurso é muito cansativa, totalizando dois dias de provas (5 horas de prova escrita, 1 hora de prova didática e 5 horas de arguição). Por outro lado, este é um momento único em que revivemos diversos momentos da nossa vida acadêmica, relembramos decisões, dificuldades, tristezas e alegrias. “Com certeza faria tudo de novo, amo muito o que faço”, diz ela. Por fim, ela conclui que o título traz com ele responsabilidades diversas e maiores ao professor, principalmente no que diz respeito à pesquisa, ensino e gestão na universidade. 
Professora Karina no centro e sua banca examinadora (da esquerda para a direita, Dra. Kelen Cristina Ribeiro Malmegrim da USP de Ribeirão Preto, Dr. José Maurício Sforcin da UNESP de Botucatu, Dr. Joilson de Oliveira Martins da USP de São Paulo, Dra. Fabiani Gai Frantz da USP de Ribeiro Preto e Dr. Marcelo Fábio Gouveia Nogueira da UNESP de Assis) 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Turma XXIX Visita o Museu de Marília

Em entrevista para o blog sobre a excursão da turma XXIX de Ciências Biológicas ao Museu de paleontologia da cidade de Marilía SP, conversamos com a professora Dra° Solange Bongiovanni,bem como com alguns alunos que estavam presentes, sobre como foi a experiência para eles. 

Para Victor Alcântara, aluno do 3° ano de Ciências Biológicas:

Victor Alcântara
"Passeios são fundamentais para que consigamos aplicar e fixar os conhecimentos recém obtidos.  
A visita ao Museu de Paleontologia de Marília fez isso, já que além da visita à exposição do museu tivemos a oportunidade de conhecer o laboratório de Paleontologia. Nele vimos detalhadamente o trabalho desenvolvido no museu, observando fósseis ainda imersos em rochas, sendo separados e analisados."





Para Bruna Gois, do mesmo curso e ano, o comentário foi o seguinte:

Bruna Gois
"Gostei de ter visto de perto o trabalho de restauração dos fósseis, tendo dimensão do tamanho desses animais. Além de conseguir ter uma perspectiva mais ampla do estudo da paleontologia." 












Getúlio Henrique, aluno do 1° ano de ciências biológicas, que também teve a oportunidade de ir a excursão comentou: 

Getúlio Henrique
"Nossa, sinceramente, adorei descobrir aqui no interior de São Paulo existir gente que zela e procura de fato por fósseis e se interessa pelo passado geológico da terra. O trabalho do pessoal lá é realmente apaixonante, mesmo com recursos limitados não abandonam sua paixão pela ciência e pela comunidade."










Por fim, um comentário da professora Dra° Solange Bongiovanni, que acompanhou a viagem e aplicou a disciplina, quanto a importância dos museus:

Dra° Solange Bongiovanni
 “Museus são muito interessantes e existe uma falta desse interesse com a cultura e educação; a universidade deve ser um grupo apoiador, o museu não deve ser visto como um lugar onde você apenas vai e olha, hoje me dia eles são mais interativos, vale a experiência. Em Londres, tinha uma sala interativa no museu que simulava um terremoto numa mercearia no Japão. Os museus ajudam a comunidade externa e aproximam a população, cabe a nós replicarmos isso.“













Confira abaixo algumas fotos da viagem! 



                              
                 



Willian Nava, responsável pelo museu a direita



 




















Observações: Agradecimento ao profissional Willian Nava que mesmo com o museu sob reforma nos recebeu e orientou * Fotos cedidas do arquivo pessoal do aluno Matheus Marquês e da professora Solange Bongiovanni.




quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Entrevista com Jaqueline Orlando - Rede de Sementes do Cerrado




Projeto Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade

O Cerrado, originalmente, apresentava uma área superior a 204 milhões de hectares, sendo o segundo maior bioma brasileiro. Hoje, parte desta área já foi totalmente degradada, devido a diversos fatores, como, por exemplo, a expansão da fronteira agrícola, pecuária, incêndios e desmatamento. A degradação no Cerrado interfere na oferta da água doce, uma vez que as nascentes dos principais rios se encontram no Cerrado brasileiro.                                                                                                          
Considerada uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), a Rede de Sementes do Cerrado (RSC) vem dando sua contribuição na conservação do Cerrado. Por meio do método de plantio denominado Semeadura Direta, e através do Projeto Mercado de Sementes e Restauração: Provendo Serviços Ambientais e Biodiversidade, financiado pelo CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund), a Organização realiza a restauração das áreas degradadas no Cerrado.                                      
Semeadura Direta é o nome dado a técnica de plantio em que as sementes são colocadas diretamente no solo, também conhecido como “muvuca”. Trata-se de um método utilizado para restaurar as áreas, de acordo com suas características iniciais, atentando-se para incluir os estratos herbáceos, arbustivos e arbóreos no plantio. 
A Semeadura Direta tem várias vantagens tais como: a manutenção da qualidade do solo e das espécies, a redução de emissão de gases do efeito estufa e da perda de água por evaporação e o controle da erosão. Além de todos esses benefícios ao meio ambiente, a semeadura direta tem um custo menor se comparado a outros métodos de plantio, o que a torna uma ótima técnica de restauração para empresas que necessitam fazer compensação ambiental.

Figura 1. Sementes de Capim Brinco-de-princesa  (Loudetiopsis chrysothrix ), coletadas pelos coletores de sementes da Associação Cerrado de Pé. Foto: Luana Santa Brigida

O Projeto tem como principal objetivo atuar nos principais elos da cadeia de produção de sementes nativas para restauração: os coletores de sementes, os diversos tipos de compradores de sementes e a interligação entre estes atores. Os moradores da Chapada dos Veadeiros, localizada na região norte do estado de Goiás, realizam a coleta das sementes nativas do cerrado, organizados em uma Associação de coletores de Sementes, chamada “Cerrado de Pé”. Essas sementes, são vendidas pela RSC para empresas que trabalham com restauração. Além da venda, a RSC faz o acompanhamento técnico do trabalho que vai desde a coleta, controle das áreas de coleta, gestão de estoque, controle da qualidade das sementes, até a venda e entrega para o cliente. Ao todo, são vendidas 71 espécies de plantas nativas do Cerrado sendo 14 espécies de ervas, ou gramíneas, 15 espécies de arbustos e 41 espécies de árvores.

Figura 2. Coletores de sementes da Associação Cerrado de Pé e equipe da Rede de Sementes do Cerrado em capacitação.


"Faço parte do projeto há um ano, como Assessora técnica da cadeia produtiva de sementes na região da Chapada dos Veadeiros, onde são coletadas as sementes nativas para restauração. A cadeia produtiva de sementes e a restauração por Semeadura direta, são importantes para a manutenção do Cerrado, preservando a biodiversidade, valorizando o Cerrado e garantindo geração de renda para cerca de 60 famílias, que coletam sementes na Associação Cerrado de Pé, em 5 municípios, incluindo assentamentos e Território Quilombola Kalunga. Ao longo deste trabalho, já foram restaurados 200 hectares de Cerrado, gerando 300 mil reais de renda para os coletores e coletoras de sementes."


Figura 3. Claudomiro de Almeida Cortes (Presidente da Associação Cerrado de Pé) e Jaqueline Orlando (Técnica da RSC). Foto: Luana Santa Brigida


Para maiores informações a respeito do Projeto, da Rede de Sementes do Cerrado e Associação de Coletores de Sementes Cerrado de Pé, acesse os links:


 
Muvuca de sementes